
Matheus Bagaiolo
SÉRIE: EKPYROSIS

Dimensões: 120 × 100 cm.
Transcrição:
“Isso não é uma abstração, mas uma manifestação;
uma composição que tem como objeto o tempo,
e expressa esse fenômeno através do efeito trágico
que o conflito entre as forças nos impõe.
Manifesta a vontade de vida
na deformação do cosmo.”

Apolo – Dionísio; Ordem – Caos; Vida – Morte; Luz – Sombra.
anotações:
a) através do Intento Trágico afirmar o fluxo do incêndio: EKPYROSIS: Expansão – Retração.
b) movimento de investigar através da estética trágica dos opostos a impermanência como característica central da vida. oposição.
c) correr atrás da catarse. puxar a catarse pelo calcanhar.
d) Tem que ser! – Es muss sein – Beethoven, Quarteto Op.135.


Transcrição: "a forma é trágica: fixa o fluxo".


Transcrição dos textos: “a forma é trágica: fixa o fluxo”.


Transcrição dos textos: “A forma é trágica: expulsa a consciência da realidade”.

Transcrição dos textos: “A forma é trágica: divide objeto e observador da realidade”.


o Big Bang, em sua formulação tradicional, sugere um início absoluto e, por isso, supõe-se um
estado antecessor que se define como nada.
novos modelos como Gravitational Bounce, descrito em 2025 por Enrique Gaztañaga, K.
Sravan Kumar, S. Pradhan e M. Gabler, propõe que o universo não surge do nada, mas de um
colapso anterior seguido de rebote. nesse cenário, não existe origem definitiva: o tempo é
uma dimensão eterna, feito de contrações e expansões.
é nesse conflito entre a singularidade e o bounce que este trabalho se inscreve: a
manifestação do universo pela impermanência em um ciclo de conflagração e retração.
seguindo o caminho de ekpyrosis — termo cosmogônico estóico que interpreta o cosmos
através de ciclos incendiários — pintei o fenômeno do Bounce.
no artigo de 2025, os autores mostram que, quando uma nuvem cósmica atinge seu limite, a
contração não avança até a singularidade: ela se interrompe em um raio RB e ocorre o
ricochete. a partir daí, mete marcha porque o universo entra em expansão exponencial, e ele
é antigo e suas dimensões abissais. destaques do artigo: a) o universo não nasce de um nada
absoluto, mas de um colapso anterior seguido de rebote; b) o mesmo mecanismo explica o
início inflacionário, a aceleração atual e a ausência de singularidades em buracos negros.
nesse efeito dentro do buraco negro, o tempo é expelido para um novo espaço. escrevi na
massa de oxidação de ferro a fórmula do raio de Schwarzschild, que determina o horizonte
de eventos. o texto trata do buraco negro; a imagem trata do incêndio.
a) intuir sobre uma visão cosmogônica do retorno; b) apropriar-se do termo ekpyrosis e se
apoiar no eterno retorno para encontrar vazão na poética visual. o universo se mostra infinito
no tempo e finito no espaço – pelo menos no campo da suposição. a impermanência revela-
se como o eterno retorno da diferença: em pequenas escalas, tudo se desfaz, em grandes
escalas temos a ilusão de permanência. investigar nessa oxidação o tempo cósmico em
conflito com o tempo psicológico e das sensações.

Transcrição: “IMMANENTIA”, que é “imanência” em latim.


Transcrição do texto: "este mundo, i̶g̶u̶a̶l̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶t̶o̶d̶o̶s̶, nenhum dos deuses e nenhum dos homem o fez, sempre foi, é e será um fogo eternamente vivo, acendendo-se e apagando-se conforme a medida" – Heráclito.


Haloquadratum walsbyi é o nome dessa bactéria — a
forma orgânica mais próxima de um quadrado perfeito
que conhecemos em na natureza. esse ser vive em
ambientes hiper-salinos, o que justifica a presença da
montanha de sal no fundo.
investigar a manifestação haloquadratum walsbyi
como representação da crise do mundo das ideias.
investigar no sal, que é seco e faz osmose. salgar o
quadrado perfeito e procurar uma metafísica. há
imanência e o registro da erosão é pujante. o vento é
um escultor.
a título de exemplo, criemos o efeito religioso. para
isso, é preciso comunicar que no canto inferior direito
das pedras vermelhas, há uma inscrição: ekpyrosis.
esse é o termo usado pelos estóicos para descrever a
conflagração cíclica do cosmos — o momento em que
o mundo é consumido pelo fogo para então renascer.
aqui, ele representa a combustão da forma ideal, sua
rendição ao fluxo e à erosão. não há permanência. não
há essência. há a dobra do tempo sobre a matéria e
memória. o discurso do ressentimento, diz: a forma
tenta ser pura, mas nasce deformada pela existência. o
discurso da osmose, diz: a forma é devir de intuição.
SÉRIE: HIPERROMANTISMO DO VÁCUO

Trabalho produzido em Residência Artística em Brelingen, Alemanha, 2025.
Em 1889, ao ver um cocheiro açoitar brutalmente um cavalo em Turim, Nietzsche se lançou sobre o animal, chorando e abraçando-o. Após esse episódio, mergulhou em silêncio e nunca mais voltou à vida pública.
Essa pintura parte desse gesto.
A inscrição “Amor Fati” remonta à ideia estóica que Nietzsche assumiu, então, como lema: amar o destino. Não apenas aceitá-lo, mas desejá-lo como é, com toda sua dor, absurdo e beleza.
“Não querer nada diferente do que é, nem no futuro, nem no passado… Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo.”

Trabalho feito em @int.artists.res Residência Artística em Brelingen, Alemanha. 2025

A letra grega Pi está deslocada como matéria no centro desta tela.
Abaixo dela, a frase de Mefistófeles escrita por Goethe:
“Sou parte da energia que sempre o Mal pretende e que o Bem sempre cria.”
Esse número irracional — a razão entre a circunferência de um círculo e o seu diâmetro — não tem fim, e por isso é aqui representado como a infinitude do universo sob a condição da imperfeição.
Não há espaço para expansão na perfeição.
O universo manifesta sua beleza através daquilo que falha, se desvia ou escapa.
Assim, podemos presenciar duas partículas se conectarem à esmo no cosmos.
O Pi surge como uma tortura geométrica em ação no núcleo do argumento categórico da perfeição, seja ela divina, agostiniana, platônica ou cósmica.
Trabalho feito em @int.artists.res Residência Artística em Brelingen, Alemanha. 2025


Trabalho feito em @int.artists.res Residência Artística em Brelingen, Alemanha, 2025.

O sapiens escorou-se na ideia e declarou guerra à realidade — eis nossa antiga crise: a do niilismo. Nesta tela, escolhi retratar os girassóis encarnados como humanos. Flores que se voltam ao sol agora se voltam entre si, em confrontação eterna — com exceção de um deles.
A decisão de representar o niilismo em vegetais simbólicos traz a estranheza peculiar de nós, humanos: aqueles que ignoram sua condição biológica. Nietzsche é um pensador das forças, não das formas fixas. Seu pensamento está mais próximo da fisiologia do que da alegoria. Ao deslocá-lo para o campo pictórico, a intenção não é ilustrar, mas ampliar: fazer com que a pintura encarne, ela mesma, um campo de forças em tensão.
A cena é um teatro filosófico encenado por três girassóis. Cada flor representa um estágio da travessia nietzschiana entre negação e afirmação.
À esquerda (e como seria diferente?), o girassol altivo afirma a vida: diz sim, pratica o sim, doura, eterniza, diviniza. Sua força não reage — age. Cria e inventa linguagens. Ele é movimento: não apenas sobrevive — reconfigura o campo. A moral da potência é experimental, corpórea, trágica, plurívoca. Diz não à busca por verdades e sistemas absolutos — e sim à criação e ao amor fati.
À direita, o girassol emudece. Representa o niilismo passivo: reduz a vida a um valor de nada. É o sacerdote que afirma um mundo inalcançável. Não age: julga. Não cria: condena. A vontade de potência se reverte em salvação e punição através de simulacros.
No solo, o girassol encurvado: a decadência. Rejeita o corpo em nome de uma ideia perfeita, absoluta, de um mundo sem contorno. Um corpo esvaziado, que não transborda — colapsa. Um corpo que já não deseja.
O debate entre girassóis é o embate entre modos de avaliação. A cena não é apenas filosófica — é fisiológica. Trata-se de como uma vida se organiza para afirmar ou negar a si mesma.


no estudos acerca do vazio – e entregue ao fracasso argumentativo – , cruzei com o Gráfico de Flutuação Quântica de Vácuo, uma representação que ilustra o nada em seu esplendor, em pleno exercício criativo. esse gráfico busca revelar o comportamento das flutuaçõesde energia no vácuo, segundo a mecânica quântica.diferente da concepção clássica de vácuo como um espaço absolutamente vazio, a física quântica redefine o vácuo como um estado com energia residual, onde partículas e antipartículas surgem e desaparecem em intervalos
extremamente curtos, de lugar nenhum. esse fenômeno, conhecido como flutuação quântica de vácuo, revela que o vazio é, de fato, um buraco sem contorno de onde brota energia. ex nihilo nihil fit” – nada surge do nada. a ideia de que o nada pode gerar algo – como partículas subatômicas que emergem e desaparecem – desafia o princípio ancestral de que o vazio é uma inércia estática. o vácuo quântico nos mostra que, no aparente nada, há movimento e transformação, contradizendo a ideia de um vazio absoluto. esse pensamento culmina em uma composição apoteótica: 1. o vácuo absoluto, como concebido, não existe. 2. o vácuo, em si, é um criador.

Trabalho produzido em Residência Artística em Brelingen, Alemanha, 2025.
no estudos acerca do vazio – e entregue ao fracasso argumentativo – , cruzei com o Gráfico de Flutuação Quântica de Vácuo, uma representação que ilustra o nada em seu esplendor, em pleno exercício criativo. esse gráfico busca revelar o comportamento das flutuaçõesde energia no vácuo, segundo a mecânica quântica.diferente da concepção clássica de vácuo como um espaço absolutamente vazio, a física quântica redefine o vácuo como um estado com energia residual, onde partículas e antipartículas surgem e desaparecem em intervalos
extremamente curtos, de lugar nenhum. esse fenômeno, conhecido como flutuação quântica de vácuo, revela que o vazio é, de fato, um buraco sem contorno de onde brota energia. ex nihilo nihil fit” – nada surge do nada. a ideia de que o nada pode gerar algo – como partículas subatômicas que emergem e desaparecem – desafia o princípio ancestral de que o vazio é uma inércia estática. o vácuo quântico nos mostra que, no aparente nada, há movimento e transformação, contradizendo a ideia de um vazio absoluto. esse pensamento culmina em uma composição apoteótica: 1. o vácuo absoluto, como concebido, não existe. 2. o vácuo, em si, é um criador.


no estudos acerca do vazio – e entregue ao fracasso argumentativo – , cruzei com o Gráfico de Flutuação Quântica de Vácuo, uma representação que ilustra o nada em seu esplendor, em pleno exercício criativo. esse gráfico busca revelar o comportamento das flutuaçõesde energia no vácuo, segundo a mecânica quântica.diferente da concepção clássica de vácuo como um espaço absolutamente vazio, a física quântica redefine o vácuo como um estado com energia residual, onde partículas e antipartículas surgem e desaparecem em intervalos
extremamente curtos, de lugar nenhum. esse fenômeno, conhecido como flutuação quântica de vácuo, revela que o vazio é, de fato, um buraco sem contorno de onde brota energia. ex nihilo nihil fit” – nada surge do nada. a ideia de que o nada pode gerar algo – como partículas subatômicas que emergem e desaparecem – desafia o princípio ancestral de que o vazio é uma inércia estática. o vácuo quântico nos mostra que, no aparente nada, há movimento e transformação, contradizendo a ideia de um vazio absoluto. esse pensamento culmina em uma composição apoteótica: 1. o vácuo absoluto, como concebido, não existe. 2. o vácuo, em si, é um criador.

no estudos acerca do vazio – e entregue ao fracasso argumentativo – , cruzei com o Gráfico de Flutuação Quântica de Vácuo, uma representação que ilustra o nada em seu esplendor, em pleno exercício criativo. esse gráfico busca revelar o comportamento das flutuaçõesde energia no vácuo, segundo a mecânica quântica.diferente da concepção clássica de vácuo como um espaço absolutamente vazio, a física quântica redefine o vácuo como um estado com energia residual, onde partículas e antipartículas surgem e desaparecem em intervalos
extremamente curtos, de lugar nenhum. esse fenômeno, conhecido como flutuação quântica de vácuo, revela que o vazio é, de fato, um buraco sem contorno de onde brota energia. ex nihilo nihil fit” – nada surge do nada. a ideia de que o nada pode gerar algo – como partículas subatômicas que emergem e desaparecem – desafia o princípio ancestral de que o vazio é uma inércia estática. o vácuo quântico nos mostra que, no aparente nada, há movimento e transformação, contradizendo a ideia de um vazio absoluto. esse pensamento culmina em uma composição apoteótica: 1. o vácuo absoluto, como concebido, não existe. 2. o vácuo, em si, é um criador.


Memento mori — lembra-te de que és mortal — é uma das mais antigas máximas filosóficas e artísticas do Ocidente. Desde o Império Romano, o lembrete da morte acompanhava os triunfos de generais como Júlio César, a quem um servo sussurrava discretamente: Respice post te. Hominem te memento (“Olha para trás. Lembra-te de que és apenas um homem”).
Na história da arte, esse tema reaparece em diferentes épocas, mas aqui cito a “Caveira com cigarro aceso” de Van Gogh, que discute o desejo e o prazer sob os domínios da impermanência e do tempo.
Nesta tela que desenvolvi, o MEMENTO MORI é deslocado para o espetáculo cibernético. As redes e simulações de vida tornaram-se o palco de uma existência hiperconectada, em que a lembrança da morte é substituída pela ilusão de presença contínua e performática. As linhas e composições procuram evidenciar a simulação da vida, a sensação de artificialidade e de alienação. Vivemos em um ambiente artificial, onde nossos desejos e capacidades produtivas são organizados por algoritmos. A vida, reduzida a estímulos e reproduções, produz uma sensação de profunda paranoia e desolação: o mistério acabou e as portas foram privatizadas.
A obra, com o crânio suspenso entre cabeças em colapso, inscreve-se nesse campo de tensão — a lembrança da morte reaparece dentro da hiperatividade digital como ruído na lógica do simulacro. A estrutura em grade, essa prisão luminosa, evoca o espaço das telas e o plano cartesiano: uma rede onde a vida ainda escapa dentro do código.
O MEMENTO MORI é também afirmação da vida — um chamado ao niilismo ativo, onde a lembrança da morte promove o eterno retorno da diferença. Viver sob essa vigília é escolher a recusa do automático: a criação e a intuição como conversão da alienação em recusa e revolta contra a gratuidade — a inversão do negativo em positivo, através de criatividade e intuição.
Aqui ainda tenho espaço para ser produto da coisificação instagramável.


ARROKOTH E O HIPERROMANTISMO DO VÁCUO
Arrokoth é um objeto transnetuniano no Cinturão de Kuiper, descoberto em 2014 e visitado pela sonda New Horizons em 2019; também é o objeto mais distante já explorado por uma sonda espacial. Esse monumento em movimento constante atravessando a eternidade, oferece informações importantes sobre a formação inicial do Sistema Solar, devido ao seu estado quase imaculado desde a criação há mais de 4 bilhões de anos, quando dois objetos colidiram em baixa velocidade no meio do infinito de lugar nenhum.
A entidade Arrokoth é um símbolo daquilo que não pode ser possuído, mas que nunca deixa de ser almejado – o que nos leva a uma oportunidade: O Hiper-romantismo do Vácuo.
Não há lugar intermediário na vastidão do espaço profundo, ao que restou o impulso de projetar sobre essa rocha humanoide uma visão que não pode ser paralisada por desatinos mundanos: a busca por algo eternamente perfeito e eternamente perdido.
Enquanto Arrokoth, flutua pelo espaço-tempo, no vácuo, cooptada pelo milagre silencioso, aqui a existência diária é o desgaste impiedoso de um corpo perecível, movido por desejos mesquinhos de um sistema falido & servo dos Deuses Ordinários do Esquecimento. Arrokoth, em sua solidez cósmica é símbolo de paz na existência.
O fato todo é que encontram nos objetos distantes do Universo, a vítima perfeita para planos obscuros de idealização: “Óh, Sábia e de Eterna Beleza, Rocha Arrokoth”.
sobre.
Santiago Segundo é escritor e artista visual, pseudônimo de Matheus Bagaiolo Raphaelli. Sua produção transita entre a literatura e as artes plásticas, buscando fundir absurdismo e expressionismo em investigações que articulam matéria, linguagem e pensamento.
Mestre em Literatura e Crítica Literária, publicou em 2017 o romance Estômago. Entre 2018 e 2022, cocriou, editou e escreveu na revista USO – do clássico ao vulgar, dedicada à intersecção entre literatura e artes visuais.
Em sua prática artística, desenvolve um trabalho atravessado por referências filosóficas como Heráclito e Nietzsche, bem como por cosmologias do incêndio, investigando a impermanência como fundamento estético e existencial. Sua pintura parte de um impulso trágico: afirmar a vida ao mesmo tempo em que reconhece a tensão inerente à criação de forma — gesto que fixa, ainda que provisoriamente, o fluxo.
Utiliza reações químicas, pigmentos minerais e processos erosivos que tensionam o limite entre controle e acidente, onde a intuição opera como força geradora e como possibilidade de superação do niilismo passivo. Nesse contexto, a potência ígnea emerge como princípio de transformação e imanência — uma busca pela transmutação do negativo em positivo.
Em 2025, participou da exposição Dois Mundos em Residência, no Ateliê Galeria Priscila Manieri, apresentando trabalhos desenvolvidos durante sua residência artística em Brelingen, Alemanha, além de obras da série EKPYROSIS. Em 2023, integrou as exposições coletivas Expoartesp e Illegal.
O pseudônimo também foi permissivo na abertura de caminhos e na relação com os riscos indissociáveis das experimentações processuais. Santiago Segundo exerceu seu destino em uma travessia do niilismo, encontrando, nos cafundós da rejeição, a possibilidade de transmutação.
Hoje, Matheus Bagaiolo passa a assinar sua produção, dando continuidade a essa pesquisa e aos caminhos da impermanência, erosão e gesto — não como ruptura, mas como desdobramento.
Bagaiolo vem de Bagagliolo, derivado de bagaglio — bagagem, em italiano. E, como toda bagagem, traz consigo o peso e o impulso da travessia: aquilo que carregamos, aquilo que deixamos para trás e aquilo que ainda está por ser coletado e modificado.
Kafka, objeto de estudos do meu mestrado junto a Nietzsche, diz algo que se aproxima dessa passagem e do próprio nome:
“O verdadeiro caminho passa por uma corda que não está esticada no alto, mas logo acima do chão. Parece mais destinada a fazer tropeçar do que a ser trilhada.”
O fato é que caminhamos sempre.
